Tetsuya Takahashi fala sobre o conceito que deu origem a Xenoblade Chronicles 2!


05-12-2017

Xenoblade Chronicles 2 já chegou à Nintendo Switch! Para assinalar o lançamento deste RPG épico, nas últimas semanas temos-te dado a conhecer um pouco do processo de desenvolvimento do jogo, quer a nível de música quer em termos de personagens e até de escrita do argumento. Hoje, o diretor do jogo, Tetsuya Takahashi, explica o conceito por detrás desta aventura.

Em baixo podes ler uma mensagem do próprio Tetsuya Takahashi.

Subscreve o canal no
YouTube

Ficção para jovens e "rapaz conhece rapariga"

A história básica deste jogo gira em torno de uma sensação semelhante à de um romance narrado na primeira pessoa. Embora apareçam muitos países e fações no jogo, informações como esquemas entre países ou sagas políticas foram omitidas da narrativa o mais possível uma vez que não estavam diretamente disponíveis para o protagonista, o Rex. Queríamos criar uma história a partir da sua perspetiva.

Depois de determinado este eixo, concentrámo-nos na direção que a história devia seguir. Apesar de termos considerado uma história com muitos atores e bastantes conflitos interpessoais, na qual não se pode confiar nem nos aliados, pensámos que de vez em quando também seria bom ter uma história que nos permitisse confiar no apoio incondicional dos nossos aliados. Foi esta a direção que a história acabou por assumir.

Ainda assim, um "velhote" como eu, nascido na era Showa, é incapaz de escrever uma história moderna e se tentasse, seria apenas visto como uma tentativa embaraçosa. Então desisti e decidi simplesmente aceitar o desafio com as minhas suscetibilidades Showa ultrapassadas. Senti que, mesmo que o tom seja Showa e que os pontos do enredo que os jogadores consideram comoventes possam variar entre culturas, a essência das emoções humanas não deverá diferir assim tanto consoante as regiões e até as épocas. Porque somos todos Homo Sapiens. E nesse sentido, posso dizer que a direção da história é a mesma que a de Xenoblade Chronicles.

Subscreve o canal no
YouTube

Todos os que já jogaram Xenoblade Chronicles 2 poderão ter reparado que o slogan do Rex é "Let's go!" ("Vamos!"). Como estas palavras sugerem, ele está sempre a avançar. E não olha para trás. A sua caracterização deve-se provavelmente ao facto de eu ter nascido e crescido na era Showa. Estas são apenas as recordações de um ancião, mas achei que era um aspeto positivo. Mesmo que houvesse diferenças individuais na forma como a nossa vida resultou, tínhamos a esperança de alcançar um futuro brilhante desde que trabalhássemos arduamente para o conseguir. Claro que o mundo à nossa volta ainda era sombrio, mas a sociedade prosperou porque conseguimos evitar olhar para ele. Foi por isso que todos trabalhámos tanto e continuámos a olhar em frente.

O mundo parece agora mais constrangido, mesmo com toda esta troca de informações. Somos obrigados a observar o mundo negro à nossa volta, quer queiramos quer não. Palavras antigas como "esperança" não são populares nos tempos que correm, mas pensei que seria melhor ter uma personagem como o Rex precisamente porque vivemos numa era assim.

O Rex dedica-se a recuperar bens. Embora a sua ocupação lhe tenha concedido alguma proeza física, não é o filho de um herói nem o príncipe de um país importante. Trata-se de um rapaz normal que poderiam encontrar em qualquer lado. Claro que também não faz parte de nenhum exército, pelo que não liderará esquadrões nem lutará corajosamente contra legiões de soldados. As suas razões para combater são pessoais e é porque está a lutar por uma única rapariga (e os seus amigos). Há limites relativamente ao que um único rapaz é capaz de fazer mesmo que adquira habilidades sobrenaturais. Mas se um rapaz estendesse os seus próprios limites por uma única rapariga, que tipo de futuro o aguardaria? E mesmo que sejamos capazes de lutar por nós próprios (até certo ponto), seremos capazes de lutar por outra pessoa?

O Rex reúne estes pensamentos e é isto que quero dizer com os temas da ficção para jovens e de "rapaz conhece rapariga". Este é o conceito básico por detrás do jogo e o tema-raiz que percorre a história. Se calhar, a maioria das pessoas estará à espera de muitas pistas enterradas e informações escondidas da série Xeno. Mas, desta vez, a história é bastante mais simples e abrange território mais trilhado. E isto é porque se trata da história do Rex.

Subscreve o canal no
YouTube

O jogo da descida

Os titãs oferecem uma vasta variedade de cenários. Embora o design dos mapas e dos níveis seja algo em que a Monolith Soft é perita, alterámos alguns designs para este jogo, relativamente aos anteriores. Os jogadores gostaram de escalar montanhas em Xenoblade Chronicles X, mas a jogabilidade para este jogo pode ser resumida como "descender". Existe uma espécie de caminhos que nos levam para baixo em muitos locais. Mesmo que inicialmente pareça que não é possível descer até a um determinado sítio, poderá haver trajetos em que se pode atravessar traves ou cancelas ou saltar para pedregulhos para alcançar um local novo.

Contudo, neste jogo é perigoso cair de grandes alturas, por isso analisem o ambiente à vossa volta para determinarem cuidadosamente se conseguirão alcançar o local pretendido antes de saltarem. Nos locais para os quais terão de saltar poderão até encontrar aventuras à vossa espera, como marcos ou áreas secretas, monstros fortes, objetos raros ou objetivos para missões.

CI_NSwitch_Xenoblade2_CoreCrystal.jpg

Blades raros

Existe um grande número de Blades raros no jogo, mas é um pouco difícil encontrá-los. Embora seja interessante pensar no tipo de Blades que encontrarão, alguns jogadores poderão, por outro lado, ficar ansiosos, com medo de não encontrarem nenhum. Vou fazer uma declaração forte: irão definitivamente (provavelmente... se tiverem sorte?) encontrar todos os Blades raros. Pessoalmente, encontrei o último Blade raro às 220 horas de jogo. Neste ponto, ainda há muitas coisas para fazer.

Embora haja inicialmente poucas oportunidades de obter Core Crystals, mais tarde obterão mais do que alguma vez quereriam (risos). Existem três tipos de Core Crystals: comuns, raros e lendários. O limite para os cristais comuns e raros pode ser atingido ao jogar normalmente. E mesmo os valiosos cristais lendários serão abundantes se lançarem um único monstro de nível 100 ou superior e depois o esmagarem.

Além disso, apesar de a maioria dos Blades comuns que se pode obter com cristais lendários seja de ★4, a combinação de estatísticas e habilidades é totalmente aleatória, pelo que poderão encontrar um Blade ainda mais forte do que um Blade raro. Logo, encorajamos todos a utilizarem a ressonância o mais possível.

As estatísticas dos Drivers também são baixas inicialmente, pelo que é suficiente ressoar com Core Crystals comuns em vez de obrigar as personagens a utilizar os raros ou os lendários. Além disso, o "Unnamed Core Crystal" que o Gramps vos dá no início conterá sempre um Blade de elemento Wind com o Knuckle Claws, pelo que não fará sentido tentar obter um Blade diferente com este objeto.

Para mais informações visita o site oficial de Xenoblade Chronicles 2. Não deixes também de seguir a nossa página da Nintendo Switch no Facebook e a nossa conta no Twitter para te manteres a par de todas as novidades.

Convidamos-te também a descobrir mais sobre a música de Xenoblade Chronicles 2 com uma mensagem do produtor de música/som do jogo, Yasunori Mitsuda (PROCYON STUDIO). Já para ficares a conhecer um pouco do processo de escrita da história do jogo podes ler as palavras do argumentista Yuichiro Takeda. Na mais recente nota de produção, cortesia de Masatsugu Saito, tens também a oportunidade de conhecer o processo de criação das personagens principais.

Xenoblade Chronicles 2 já está disponível, incluindo na Nintendo eShop, em exclusivo para a Nintendo Switch. A partir de hoje encontram-se também à venda uma edição de colecionador de Xenoblade Chronicles 2* e o Comando Pro da Nintendo Switch (edição Xenoblade Chronicles 2).

*Confere a disponibilidade desta edição na tua loja de videojogos.